A história começa em 2003, quando o autor vai para uma pequena cidade na Sibéria para rodar um documentário sobre a vida de um prisioneiro húngaro esquecido em um hospital psiquiátrico desde a Segunda Guerra Mundial. A viagem à Rússia o faz reencontrar-se com o país e com a língua de sua mãe. Ele resolve então pesquisar sobre o passado de seu avô materno, misteriosamente desaparecido durante a guerra, suspeito de colaborar com os nazistas - e a jornada em busca de suas origens o levará a perceber o quanto era capaz de manter-se ausente da sua própria vida e distante da mulher que ama. O autor revela que o livro começou a tomar forma de maneira progressiva: “No início, tudo se baseava na história do soldado húngaro. O que acabou me levando a sua cidade, Kotelnitch, e despertando em mim um novo interesse pela Rússia e por sua língua. Ao mesmo tempo, me trouxe de volta a história de meu avô e suas origens russas. Era difícil colocar uma história de amor neste contexto.