O livro Orgulho e Preconceito: o deslinde feminista nas representações literárias de Jane Austen percorre um novo trajeto na relação entre a análise literária e a crítica feminista. A partir do diálogo com vozes e obras fundamentais do feminismo político, a exemplo do ensaio Sexual Politics (1970), de Kate Millett, o autor mergulha com criticidade nas representações de gênero que circunscrevem o sujeito feminino, seus comportamentos, suas linguagens e seus modos de ver o mundo no contexto inglês do século XIX; levando em consideração, principalmente, o ethos das principais personagens femininas do romance Orgulho e Preconceito (1813), de Jane Austen. Ao tensionar os estereótipos que atravessam a chamada “condição feminina” e a interação das mulheres com a vida social na Inglaterra pré-Vitoriana, esta obra lança um novo olhar sobre os contrastes de postura, comportamento, personalidade e ações que envolvem a trajetória de Elizabeth Bennet como subversiva e o percurso de Jane Bennet como