LUGAR DE PESCADOR - SENTIDOS, USOS, APROPRIACOES E CONFLITOS EM TORNO DE UM BARRACAO DE PESCA

LUGAR DE PESCADOR - SENTIDOS, USOS, APROPRIACOES E CONFLITOS EM TORNO DE UM BARRACAO DE PESCA
isbn13
R$ 62,00

Não deve haver dúvidas quanto ao fazer antropológico ser uma atividade individual. É o antropólogo que, nas palavras de Roberto Cardoso de Oliveira, executa os atos cognitivos do olhar, do ouvir e do escrever. Essa escrita, entretanto, é tanto o resultado do trabalho do “eu” quanto da interação com os interlocutores, “eles”. Ou seja, a escrita, como ato cognitivo, tem um autor, como já disse Clifford Geertz, mas o conteúdo de seu texto é resultado de uma hermenêutica de significados compartilhados entre o pesquisador e seus interlocutores. Até aí, nada de novo. Mas o que acontece quando o pesquisador chega em campo dentro de um contexto de pesquisa cujas relações com seus interlocutores perduram por décadas? Não se trata de pesquisas como as feitas por Raymond Firth sobre os pescadores malaios. Nem de pesquisas feitas pelo mesmo pesquisador. Mas de um conjunto de pesquisadores que atua-ram junto aos pescadores de Itaipu e Piratininga por mais de 40 anos, a partir do Núcleo Fluminens