"Vou me tornar fascista. Pronto, falei."
Diante do avanço mundial da extrema direita, o sociólogo Mark Fortier decide fazer o impensável: converter-se. Não por convicção, mas por prudência. Afinal, se o vento da história sopra em direção ao autoritarismo, talvez seja melhor aprender a curvar-se antes que seja tarde demais.
A partir dessa premissa corrosiva, Quero me tornar fascista transforma a crise das democracias contemporâneas numa reflexão em primeira pessoa sobre a tentação de ceder. Entre Trump, Milei, Meloni, Le Pen e o rastro deixado pelo orbânismo na Europa e pelo bolsonarismo no Brasil, Fortier examina o esgotamento das democracias liberais, a política transformada em espetáculo, o ressentimento contra as elites culturais e o colapso das formas tradicionais de convivência coletiva.
A falsa "terapia de conversão" leva a uma pergunta incômoda: o fascismo retorna porque convence ou porque muitos preferem adaptar-se a ele? Com erudição,