Em Leia perigosamente, Azar Nafisi parte em defesa da literatura como resistência, reconhecendo o papel da imaginação e o poder transformador das palavras em períodos turbulentos.
No período de 2019 a 2020, enquanto tenta assimilar o primeiro mandato do governo Trump, a pandemia, as guerras e mudanças políticas, Azar Nafisi escreve cartas ao pai, morto há doze anos. Nelas, Nafisi relata e entende os acontecimentos recentes no mundo, refletindo sobre a sua experiência como mulher, professora de literatura e cidadã do Irã e dos Estados Unidos, para onde imigrou.
Ao fazer uso de sua vasta bibliografia, incluindo obras sobre as quais lecionou, para explicar o medo que ditaduras e regimes fascistas têm da literatura, a autora posiciona os livros como cruciais para o diálogo e humanização do inimigo, algo que só é possível em uma democracia. Nafisi recupera a voz de grandes escritores e escritoras, como James Baldwin, Zora Neale Hurston, Marga