É possível separar a obra do artista? Claire Dederer tenta responder a pergunta em Monstros: o dilema do fã, traduzido em 12 países e listado entre os melhores do ano pelo New York Times, Washington Post, New Yorker, Elle, Esquire, Kirkus Reviews, Vulture e National Public Radio Seria incrível se houvesse uma calculadora em que pudéssemos inserir o nome de um artista, sua arte e sua perversidade cometida. Algo que indicasse para nós, o público, a melhor maneira de apreciar um filme, uma música ou um quadro – algo que definisse um equilíbrio universal entre o senso moral e o amor pela arte, e nos eximisse de decidir por nós mesmos quais pesos e medidas usaríamos para solucionar essa equação.Uma calculadora assim seria risível, impensável, nos diz Claire Dederer, jornalista e crítica de cultura. Mas todo mundo já quis ter uma dessas em mãos. Pode ser uma experiência angustiante admirar artistas como Ernest Hemingway, Michael Jackson, Woody Allen, Anne Sexton e Pablo Picasso depois que to