Mais de uma década depois, as manifestações de junho de 2013 estão entre os episódios mais debatidos — e mal compreendidos — da política brasileira recente. Neste livro, João Feres Júnior revisita esse momento com o rigor metodológico e o distanciamento crítico que só o tempo e a evidência sistemática permitem. Em vez de reproduzir as interpretações apressadas produzidas no calor da hora, o autor submete as principais teses explicativas a um teste empírico abrangente por meio de um cabedal de metodologias que inclui análise qualitativa de conteúdo, codificação de conteúdo assistida por inteligência artificial e técnicas estatísticas de análise de dados quantitativos. O resultado é uma revisão provocadora das narrativas consagradas sobre junho de 2013.
A hipótese central do livro é que a massificação dos protestos e sua inflexão política não podem ser explicadas por macroestruturas, como a crise do lulismo, a revolta do precariado ou o esgotamento d