Não quero arrastar a boca do leitor no chão como se ele tivesse que ler, mas não quisesse. Quero que o leitor feche o livro a cada término de conto. Será assim que terei a sensação de que há sensação em quem lê. Estará assim o leitor envolvido com a história que acabou de ler. Estará assim o leitor entranhado nas cidades, nas casas, nas pessoas, nas relações. O livro trata do TERRITÓRIO da Baixada Fluminense através de contos estratégicos que, vejam bem, se posicionam na linha de frente da guerra ao desânimo cavalar com que olham para nós e com que nos olhamos como bairro, cidade, chão, cidadãos. Mesmo a terra batida é uma assinatura original de identidade. Também o asfalto, as crateras dele, a poeira e os gramados, a estrada e os desvairados, as pipas e os assalariados. Todos são assinaturas de identidade representando a forma pessoal da qual me refiro: não sei mais negar a terra que ainda insistem de chamar de fim do mundo. Ironicamente para falar da terra os contos falam de pessoas.