Esta obra analisa a conjuntura eclesial gerada a partir da eleição do Papa Francisco. Após a renúncia de Bento XVI, quando todos esperavam mais do mesmo, de modo surpreendente, foi eleito o Papa Francisco, um novo papa que está fazendo um pontificado novo. Já estava mais que na hora de respirar novos ares (buenos aires), de olhar o mundo sob outro prisma (desde a periferia) e de romper com o eurocentrismo (para incluir o fim do mundo), enfim, urgia-se um "novo Pentecostes". Era chegada a hora das "novas Igrejas" do Hemisfério Sul, Igrejas há décadas com novo rosto, plasmado na "recepção criativa" do Concílio Vaticano II, o rosto dos pobres e excluídos do Sul global, com suas "angústias e esperanças", mas, sobretudo, portadoras da "doce alegria de evangelizar". E, de fato, o que se viu com a eleição do Papa Francisco, desde a primeira hora, foram os ventos soprando a partir do Sul e forjando uma nova conjuntura eclesial. "Vento impetuoso", em gestos fortes e desconcertantes, em palavras