Observa-se um crescente afluxo de pessoas para áreas protegidas, atraídas pelo chamado ecoturismo. Contudo, ocorre uma invasão cultural e embates com as comunidades que têm convivido secularmente perto desses patrimônios naturais. Os processos de “preservação” implantados acabaram por excluí-las socialmente, desencadeando uma série de discórdias, como as evidenciadas em todo o Vale do Ribeira (SP), levando a população dessas regiões a se afastar da proteção ambiental e cultural, particularmente, entre os anos 1980 e 1990, gerando discursos negacionistas, incentivados pelo oportunismo e pela demagogia dos donos do poder local.
Surge, então, uma provocação: “O ‘meio ambiente’ prejudicou a gente...”. Atrás desse título-tema mora um enigma, que me motivou a tentar desvendá-lo. Que “meio ambiente” é esse que prejudica alguém? Qual o contexto em que isso se desenvolve? O que seria uma pedagogia dos conflitos socioambientais?
Para desvelar o antagonismo gerado por esse assunto, promovi uma ca