Há cerca de 30 anos, da colaboração entre estudiosos da literatura e da história brasileira, surgia Clíope, a musa mestiça, interessada nos trânsitos entre fronteiras. Tendo passado por várias conformações, com mais de uma dezena de publicações em seu currículo, a musa se reinventou em 2015, rebatizando-se de Clióptica, ao incorporar mais uma dimensão à sua curiosidade investigativa: a das imagens.
O personagem que escolheu também se caracteriza pelos trânsitos. Hercule Florence, niçardo, monegasco, francês, italiano, brasileiro, autodenominado “O novo Robinson”, circulou entre dois continentes como desenhista, pintor, tipógrafo, inventor, comerciante, fazendeiro e um pensador de seu tempo, em busca do conhecimento e da glória.
Para destrinchar a personalidade elusiva deste cidadão do século XIX, juntamos uma italiana, um francês, uma baiana radicada no Mato Grosso e um carioca, que, vencendo as distâncias que os separam, se dedicaram por anos a um exercício de “pensar a quatro