O Quilombo que Gerou Brasília tem a pretensão de ter um veio antropológico, talvez para gratificar minha primeira vocação de ser pesquisadora da “realidade das gentes”. Busca irromper a muralha da invisibilidade construída sobre a participação do povo negro na construção de Brasília, revisitando essa parte da história silenciada. É uma modesta contribuição para desconstruir o discurso que invisibiliza o negro na história do Distrito Federal, propondo, como percurso, uma viagem pela história negra no interior de Goiás. O enfoque antropológico faz com que, a partir dessas tessituras e da realidade relatada, eu possa ir me reconhecendo e estabelecendo minha identidade pessoal e profissional. Assim, pude ficar de frente a minha ancestralidade, pulsante em meu peito, não tão presente na cor da minha pele. Essa compreensão cresceu como uma cura, me depurando; à medida que eu lia sobre o tema, ia a seminários, conhecia as pessoas, andava pela comunidade, me autodeclarava “negra”. Sou filha de